O Globo Educação foi a uma escola de inclusão em Salvador para saber como essa educação acontece por lá. Neste vídeo eles apresentam uma escola que atende alunos cegos, surdos e com deficiência intelectual.
Altas Habilidades e Inclusão
Este blog foi criado para auxiliar profissionais da educação que tem interesse em saber um pouco mais sobre pessoas com Altas Habilidades/Superdotação, bem como, a sua inclusão escolar.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
EDUCAÇÃO INCLUSIVA
O Globo Educação foi a uma escola de inclusão em Salvador para saber como essa educação acontece por lá. Neste vídeo eles apresentam uma escola que atende alunos cegos, surdos e com deficiência intelectual.
ALUNOS SUPERDOTADOS
INDICAÇÃO DE LEITURA
Para subsidiar as ações voltadas para essa área e contribuir para a implantação, a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação – SEESP, convidou especialistas para elaborar um conjunto de quatro volumes de livros didático-pedagógicos contendo informações que auxiliam as práticas de atendimento ao aluno com altas habilidades/superdotação, orientações para o professor e à família. São idéias e procedimentos que serão construídos de acordo com a realidade de cada Estado contribuindo efetivamente para a organização do sistema educacional, no sentido de atender às necessidades e interesses de todos os alunos, garantindo que tenham acesso a espaços destinados ao atendimento e desenvolvimento de sua aprendizagem.
Indicação de leitura:
VIRGOLIM, Ângela M. R. Altas habilidade/superdotação: encorajando potenciais. Brasília: MEC, SEESP, 2007.
SUBDESEMPENHO E TÉDIO
Com a finalidade de auxiliar educadores a identificarem essas situações, indicamos abaixo sinais de baixo desempenho, bem como, sugestões para sua melhora. De acordo com o livro referência do MEC que estamos utilizando neste blog:
Alguns sinais de subdesempenho em crianças potencialmente muito capazes:
1. Entediado e inquieto.
2. Verbalmente fluente, mas fraco na linguagem escrita.
3. Prefere amizade com crianças mais velhas e com adultos.
4. Excessivamente autocrítico, ansioso, podendo se sentir rejeitado na família.
5. Hostil para com a autoridade.
6. Pensamento rápido.
7. Não sabe como estudar, ou como aprender as matérias escolares.
8. Aspirações muito baixas em vista das aptidões.
9. Não define seus próprios objetivos, e depende do professor para tomar decisões.
10. Não planeja, não pensa numa dimensão de tempo (nem mesmo em futuro próximo).
11. Fraco desempenho em testes e exames, mas faz perguntas inquisitivas e criativas.
12. Pensa em termos abstratos.
13. Geralmente gosta de brincadeiras com palavras.
14. Trabalho de alto nível vai se deteriorando com o tempo.
Algumas sugestões para ajudar crianças em situação de subdesempenho:
1. Confirmar o valor próprio, por meio de elogios, mesmo por realizações pequenas.
2. Revisão diária do progresso alcançado.
3. Envolver o aluno em decisões sobre a própria Educação, por exemplo, estabelecendo as próprias metas de aprendizagem, e assim aumentando a motivação para aprender.
4. Tornar o material relevante para os interesses próprios da criança.
5. Levá-lo a monitorar crianças menores, nas áreas em que elas são mais capacitadas.
6. Ter um mentor na área de seus próprios interesses.
7. Encarregar o aluno de avaliar o próprio trabalho, e dar-se uma nota, antes de entregar a tarefa ao professor.
8. Aceitar, respeitar a criança sem impor condições emocionais.
COMO INCLUIR ESSE ALUNO?
Nesta reportagem você encontrará dicas de como agir diante de um aluno que apresenta comportamentos que, aparentemente, são de superdotação, bem como, se certificar desse diagnóstico.
Se você reconhece um de seus alunos como possível superdotado, procure o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação na Secretaria de Educação de seu estado.
Os núcleos têm a obrigação de indicar uma psicopedagoga para avaliar se a criança ou o jovem têm mesmo uma alta habilidade - e encaminhá-lo ao programa oficial de estímulo, com atividades extraclasse e orientações para o professor e a família.
IDENTIFICAÇÃO DA SUPERDOTAÇÃO
Estudos estatísticos indicam que aproximadamente 3 a 5% da população apresentam potencial acima da média estimada.
Um dos desafios da educação de alunos superdotados está em oportunizar a essas pessoas a harmonização de suas áreas de desenvolvimento e performances, bem como o estímulo e aperfeiçoamento de suas potencialidades.
A família contribui com o processo de identificação, ao apresentar algumas características particulares de seu / sua filho(a), observado(a) durante o processo de desenvolvimento. Há que se observar algumas questões em relação ao desempenho que é exigido por alguns pais, que estimulam excessivamente seu filho para que este possa apresentar indicadores de superdotação.
Quando alguns sinais começam a ser percebidos pela família, a escola e/ou professor devem observar a criança atentamente e realizar um acompanhamento permanente. Se é precoce, a criança deve ser estimulada adequadamente para desenvolver seu potencial e continuar a apresentar comportamentos de superdotação. Pela qualidade das observações e contribuições dos vários segmentos – família, escola e grupos sociais – é possível traçar o perfil da superdotação. Quando as características se mantêm em caráter permanente e constante, é que se evidencia, de maneira mais consistente, o potencial. É tarefa da escola trabalhar tais potencialidades para que não haja perda de interesse da criança em continuar a apresentar seus talentos e habilidades.
Atender à diversidade é a proposta da educação atual, voltada para o respeito às diferenças e particularidades humanas. Oferecer ao aluno oportunidades de desenvolver seu potencial pleno e de acordo com suas potencialidades é o desafio da escola, que voltada para uma educação para todos, exige uma ação pedagógica transformadora, com metodologias mais abrangentes às necessidades e interesses, como alternativa de se propor a oferecer aprendizagens não centradas no professor, mas significativas para o aluno, respeitando as suas particularidades.
TRAÇOS COMUNS DO ALUNADO
• Grande curiosidade a respeito de objetos, situações ou eventos, com envolvimento em muitos tipos de atividades exploratórias;
• Auto-iniciativa tendência a começar sozinho as atividades, a perseguir interesses individuais e a procurar direção própria;
• Originalidade de expressão oral e escrita, com produção constante de respostas diferentes e idéias não estereotipadas;
• Talento incomum para expressão em artes, como música, dança, teatro, desenho e outras;
• Habilidade para apresentar alternativas de soluções, com flexibilidade de pensamento;
• Abertura para realidade, busca de se manter a par do que o cerca, sagacidade e capacidade de observação;
• Capacidade de enriquecimento com situações-problema, de seleção de
respostas, de busca de soluções para problemas difíceis ou complexos;
Capacidade para usar o conhecimento e as informações, na busca de
novas associações, combinando elementos, idéias e experiências de forma
peculiar;
• Capacidade de julgamento e avaliação superiores, ponderação e busca de respostas lógicas, percepção de implicações e conseqüências, facilidade de decisão;
• Produção de idéias e respostas variadas, gosto pelo aperfeiçoamento das soluções encontradas;
• Gosto por correr risco em várias atividades;
• Habilidade em ver relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente não relacionados, e
• Aprendizado rápido, fácil e eficiente, especialmente no campo de sua habilidade e interesse.
Entre as características comportamentais dos alunos com altas habilidades / superdotação, pode-se ainda ser notado, em alguns casos:
• Necessidade de definição própria;
• Capacidade de desenvolver interesses ou habilidades específicas;
• Interesse no convívio com pessoas de nível intelectual similar;
• Resolução rápida de dificuldades pessoais;
• Aborrecimento fácil com a rotina;
• Busca de originalidade e autenticidade;
• Capacidade de redefinição e de extrapolação;
• Espírito crítico, capacidade de análise e síntese;
• Desejo pelo aperfeiçoamento pessoal, não aceitação de imperfeição no trabalho;
• Rejeição de autoridade excessiva;
• Fraco interesse por regulamentos e normas;
• Senso de humor altamente desenvolvido;
• Alta-exigência;
• Persistência em satisfazer seus interesses e questões;
• Sensibilidade às injustiças, tanto em nível pessoal como social;
• Gosto pela investigação e pela proposição de muitas perguntas;
• Comportamento irrequieto, perturbador, importuno;
• Descuido na escrita, deficiência na ortografia;
• Impaciência com detalhes e com aprendizagem que requer treinamento;
• Descuido no completar ou entregar tarefas quando desinteressado.