segunda-feira, 21 de novembro de 2011

EDUCAÇÃO INCLUSIVA


O Globo Educação foi a uma escola de inclusão em Salvador para saber como essa educação acontece por lá. Neste vídeo eles apresentam uma escola que atende alunos cegos, surdos e com deficiência intelectual.

ALUNOS SUPERDOTADOS



A Secretaria de Educação de São Paulo implantou um programa direcionado às crianças com altas habilidades da cidade. Este vídeo é uma reportagem de telejornal e mostra como isso é feito lá.

INDICAÇÃO DE LEITURA

A proposta de atendimento educacional especializado para os alunos com altas habilidades/ superdotação tem fundamento nos princípios filosóficos que embasam a educação inclusiva e como objetivo formar professores e profissionais da educação para a identificação dos alunos com altas habilidades/superdotação, oportunizando a construção do processo de aprendizagem e ampliando o atendimento, com vistas ao pleno desenvolvimento das potencialidades desses alunos.

Para subsidiar as ações voltadas para essa área e contribuir para a implantação, a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação – SEESP, convidou especialistas para elaborar um conjunto de quatro volumes de livros didático-pedagógicos contendo informações que auxiliam as práticas de atendimento ao aluno com altas habilidades/superdotação, orientações para o professor e à família. São idéias e procedimentos que serão construídos de acordo com a realidade de cada Estado contribuindo efetivamente para a organização do sistema educacional, no sentido de atender às necessidades e interesses de todos os alunos, garantindo que tenham acesso a espaços destinados ao atendimento e desenvolvimento de sua aprendizagem.

Indicação de leitura:

VIRGOLIM, Ângela M. R. Altas habilidade/superdotação: encorajando potenciais. Brasília: MEC, SEESP, 2007.

SUBDESEMPENHO E TÉDIO

Apesar de contraditório, um aluno superdotado corre o risco de apresentar um desenvolvimento abaixo da média por vários fatores. Como, por exemplo, tédio apresentado durante as aulas por suas capacidades não estarem sendo consideradas no desenvolvimento de um conteúdo ou, até mesmo, na tentativa de conseguir amigos e de se aproximar de grupos este aluno pode esconder sua excepcionalidade.

Com a finalidade de auxiliar educadores a identificarem essas situações, indicamos abaixo sinais de baixo desempenho, bem como, sugestões para sua melhora. De acordo com o livro referência do MEC que estamos utilizando neste blog:

Alguns sinais de subdesempenho em crianças potencialmente muito capazes:

1. Entediado e inquieto.
2. Verbalmente fluente, mas fraco na linguagem escrita.
3. Prefere amizade com crianças mais velhas e com adultos.
4. Excessivamente autocrítico, ansioso, podendo se sentir rejeitado na família.
5. Hostil para com a autoridade.
6. Pensamento rápido.
7. Não sabe como estudar, ou como aprender as matérias escolares.
8. Aspirações muito baixas em vista das aptidões.
9. Não define seus próprios objetivos, e depende do professor para tomar decisões.
10. Não planeja, não pensa numa dimensão de tempo (nem mesmo em futuro próximo).
11. Fraco desempenho em testes e exames, mas faz perguntas inquisitivas e criativas.
12. Pensa em termos abstratos.
13. Geralmente gosta de brincadeiras com palavras.
14. Trabalho de alto nível vai se deteriorando com o tempo.

Algumas sugestões para ajudar crianças em situação de subdesempenho:

1. Confirmar o valor próprio, por meio de elogios, mesmo por realizações pequenas.
2. Revisão diária do progresso alcançado.
3. Envolver o aluno em decisões sobre a própria Educação, por exemplo, estabelecendo as próprias metas de aprendizagem, e assim aumentando a motivação para aprender.
4. Tornar o material relevante para os interesses próprios da criança.
5. Levá-lo a monitorar crianças menores, nas áreas em que elas são mais capacitadas.
6. Ter um mentor na área de seus próprios interesses.
7. Encarregar o aluno de avaliar o próprio trabalho, e dar-se uma nota, antes de entregar a tarefa ao professor.
8. Aceitar, respeitar a criança sem impor condições emocionais.

COMO INCLUIR ESSE ALUNO?

Como já deixamos claro, pessoas com altas habilidades precisam de atendimento educacional especializado. Saiba como fazer para atender esses alunos enquanto crianças com altas habilidades acessando uma reportagem da Revista Nova Escola neste link: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/altas-habilidades-489225.shtml

Nesta reportagem você encontrará dicas de como agir diante de um aluno que apresenta comportamentos que, aparentemente, são de superdotação, bem como, se certificar desse diagnóstico.


Se você reconhece um de seus alunos como possível superdotado, procure o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação na Secretaria de Educação de seu estado.

Os núcleos têm a obrigação de indicar uma psicopedagoga para avaliar se a criança ou o jovem têm mesmo uma alta habilidade - e encaminhá-lo ao programa oficial de estímulo, com atividades extraclasse e orientações para o professor e a família.

IDENTIFICAÇÃO DA SUPERDOTAÇÃO

Estudos estatísticos indicam que aproximadamente 3 a 5% da população apresentam potencial acima da média estimada.


Um dos desafios da educação de alunos superdotados está em oportunizar a essas pessoas a harmonização de suas áreas de desenvolvimento e performances, bem como o estímulo e aperfeiçoamento de suas potencialidades.

A família contribui com o processo de identificação, ao apresentar algumas características particulares de seu / sua filho(a), observado(a) durante o processo de desenvolvimento. Há que se observar algumas questões em relação ao desempenho que é exigido por alguns pais, que estimulam excessivamente seu filho para que este possa apresentar indicadores de superdotação.

Quando alguns sinais começam a ser percebidos pela família, a escola e/ou professor devem observar a criança atentamente e realizar um acompanhamento permanente. Se é precoce, a criança deve ser estimulada adequadamente para desenvolver seu potencial e continuar a apresentar comportamentos de superdotação. Pela qualidade das observações e contribuições dos vários segmentos – família, escola e grupos sociais – é possível traçar o perfil da superdotação. Quando as características se mantêm em caráter permanente e constante, é que se evidencia, de maneira mais consistente, o potencial. É tarefa da escola trabalhar tais potencialidades para que não haja perda de interesse da criança em continuar a apresentar seus talentos e habilidades.

Atender à diversidade é a proposta da educação atual, voltada para o respeito às diferenças e particularidades humanas. Oferecer ao aluno oportunidades de desenvolver seu potencial pleno e de acordo com suas potencialidades é o desafio da escola, que voltada para uma educação para todos, exige uma ação pedagógica transformadora, com metodologias mais abrangentes às necessidades e interesses, como alternativa de se propor a oferecer aprendizagens não centradas no professor, mas significativas para o aluno, respeitando as suas particularidades.

TRAÇOS COMUNS DO ALUNADO

Características apresentadas por alunos com altas habilidades:

• Grande curiosidade a respeito de objetos, situações ou eventos, com envolvimento em muitos tipos de atividades exploratórias;
• Auto-iniciativa tendência a começar sozinho as atividades, a perseguir interesses individuais e a procurar direção própria;
• Originalidade de expressão oral e escrita, com produção constante de respostas diferentes e idéias não estereotipadas;
• Talento incomum para expressão em artes, como música, dança, teatro, desenho e outras;
• Habilidade para apresentar alternativas de soluções, com flexibilidade de pensamento;
• Abertura para realidade, busca de se manter a par do que o cerca, sagacidade e capacidade de observação;
• Capacidade de enriquecimento com situações-problema, de seleção de
respostas, de busca de soluções para problemas difíceis ou complexos;
Capacidade para usar o conhecimento e as informações, na busca de
novas associações, combinando elementos, idéias e experiências de forma
peculiar;
• Capacidade de julgamento e avaliação superiores, ponderação e busca de respostas lógicas, percepção de implicações e conseqüências, facilidade de decisão;
• Produção de idéias e respostas variadas, gosto pelo aperfeiçoamento das soluções encontradas;
• Gosto por correr risco em várias atividades;
• Habilidade em ver relações entre fatos, informações ou conceitos aparentemente não relacionados, e
• Aprendizado rápido, fácil e eficiente, especialmente no campo de sua habilidade e interesse.

Entre as características comportamentais dos alunos com altas habilidades / superdotação, pode-se ainda ser notado, em alguns casos:

• Necessidade de definição própria;
• Capacidade de desenvolver interesses ou habilidades específicas;
• Interesse no convívio com pessoas de nível intelectual similar;
• Resolução rápida de dificuldades pessoais;
• Aborrecimento fácil com a rotina;
• Busca de originalidade e autenticidade;
• Capacidade de redefinição e de extrapolação;
• Espírito crítico, capacidade de análise e síntese;
• Desejo pelo aperfeiçoamento pessoal, não aceitação de imperfeição no trabalho;
• Rejeição de autoridade excessiva;
• Fraco interesse por regulamentos e normas;
• Senso de humor altamente desenvolvido;
• Alta-exigência;
• Persistência em satisfazer seus interesses e questões;
• Sensibilidade às injustiças, tanto em nível pessoal como social;
• Gosto pela investigação e pela proposição de muitas perguntas;
• Comportamento irrequieto, perturbador, importuno;
• Descuido na escrita, deficiência na ortografia;
• Impaciência com detalhes e com aprendizagem que requer treinamento;
• Descuido no completar ou entregar tarefas quando desinteressado.

CONCEITO DOS TERMOS ALUNOS COM ALTAS HABILIDADES / SUPERDOTADOS

A Política Nacional de Educação Especial (1994) define como portadores de altas habilidades / superdotados os educandos que apresentarem notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral; aptidão acadêmica especifica; pensamento criativo ou produtivo; capacidade de liderança; talento especial para artes e capacidade psicomotora.

Dos tipos mencionados, destacam-se os seguintes:

Tipo Intelectual – apresenta flexibilidade e fluência de pensamento, capacidade de pensamento abstrato para fazer associações, produção ideativa, rapidez do pensamento, compreensão e memória elevada, capacidade de resolver e lidar com problemas.

Tipo Acadêmico – evidencia aptidão acadêmica especifica, atenção, concentração; rapidez de aprendizagem, boa memória, gosto e motivação pelas disciplinas acadêmicas de seu interesse; habilidade para avaliar, sintetizar e organizar o conhecimento; capacidade de produção acadêmica.

Tipo Criativo – relaciona-se às seguintes características: originalidade, imaginação, capacidade para resolver problemas de forma diferente e inovadora, sensibilidade para as situações ambientais, podendo reagir e produzir diferentemente e, até de modo extravagante; sentimento de desafio diante da desordem de fatos; facilidade de auto-expressão, fluência e flexibilidade.

Tipo Social – revela capacidade de liderança e caracteriza-se por demonstrar sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, sociabilidade expressiva, habilidade de trato com pessoas diversas e grupos para estabelecer relações sociais, percepção acurada das situações de grupo, capacidade para resolver situações sociais complexas, alto poder de persuasão e de influência no grupo.

Tipo Talento Especial – pode-se destacar tanto na área das artes plásticas, musicais, como dramáticas, literárias ou cênicas, evidenciando habilidades especiais para essas atividades e alto desempenho.

Tipo Psicomotor – destaca-se por apresentar habilidade e interesse pelas atividades psicomotoras, evidenciando desempenho fora do comum em velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora.

CARACTERIZAÇÃO DOS TIPOS DE EDUCANDOS COM ALTAS HABILIDADES / SUPERDOTAÇÃO

De modo geral, a superdotação se caracteriza pela elevada potencialidade de aptidões, talentos e habilidades, evidenciada no alto desempenho nas diversas áreas de atividade do educando e/ou a ser evidenciada no desenvolvimento da criança. Contudo, é preciso que haja constância de tais aptidões ao longo do tempo, além de expressivo nível de desempenho na área de superdotação. Registram-se, em muitos casos, a PRECOCIDADE do aparecimento das HABILIDADES e a resistência dos indivíduos aos obstáculos e frustrações existentes no seu desenvolvimento.

Crianças e jovens ainda estão em processo de desenvolvimento e muitas vezes, apesar de sua precocidade, não efetivam todo seu potencial. Nessas faixas etárias, geralmente, apenas começam a se evidenciar suas ALTAS HABILIDADES. Daí a necessidade de serem corretamente assistidas, no âmbito escolar, para que continuem a expressar comportamentos de superdotação.

APRESENTAÇÃO E TEXTO REFERÊNCIA

A superdotação ou altas habilidades, são concebidas pelo senso comum como uma dádiva recebida por algumas pessoas que, por isso, aprendem com grande facilidade sendo consideradas autodidatas. Ao aprofundarmos no estudo deste tema percebemos justamente o contrário: pelo fato de estes alunos possuírem alguma facilidade de aprendizado eles devem ser estimulados e incentivados, devido a isto, estas pessoas precisam de um atendimento especializado e devem ser incluidas nas classes das escolas regulares.

Nas nossas pesquisas sobre este assunto encontramos o texto abaixo (MEC, SEESP. Saberes e práticas da inclusão : desenvolvendo competências para o atendimento às necessidades educacionais especiais de alunos com altas habilidades/superdotação. Brasília, 2006.) e o escolhemos para nos orientar na elaboração dos posts deste blog, por considerarmos que seu objetivo é auxiliar profissionais da educação a lidar com este tema e também por este conter grande variedade de referências bibliográficas sobre o assunto.

Nos próximos posts traremos de algumas das discussões iniciais e centrais apontadas neste texto.



Este volume está incluido na Coleção "Saberes e Práticas da Inclusão", desenvolvida pela Secretaria de Educação Especial do MEC e tem como objetivo auxiliar na formação de professores.